Audio para exercício de meditação (apenas 5 minutos):

 

“Estou tão cansado…” é uma frase que tenho ouvido frequentemente nos últimos anos. Vivemos numa era onde as demandas financeiras, sociais e familiares se multiplicaram. As oportunidades cresceram fantasticamente nessa última década, assim como as expectativas que impomos sobre nós mesmos. A quantidade de informações recebidas por uma pessoa em um dia é mais do que costumávamos absorver em um mês inteiro algumas gerações atrás.

Com isso, nossas mentes se tornaram extremamente “ruidosas”, com pensamentos sendo disparados o tempo inteiro, drenando nossas energias e provocando desequilíbrios emocionais. O psiquiatra e autor Augusto Cury diz que estamos vivendo uma epidemia global da “Síndrome do Pensamento Acelerado”.

Como obter alívio desse mal? Uma das maneiras é ensinar a nossa mente a se aquietar através de meditação. É um assunto polêmico nos meios cristãos, por ser geralmente associado à religiões orientais como Budismo e Induísmo.

Nos apoiando no ensino de Paulo que devemos “examinar todas as coisas e reter o que é bom” (1 Tes. 4:21), apresentamos aqui o nosso entendimento sobre o assunto.

Existem uma infinidade de tipos diferentes de meditação, geralmente ligadas a práticas religiosas. É verdade que essa palavra evoca imagens de posições estranhas e desconfortáveis, incenso e monges budistas em vestes alaranjadas. Mas meditação não precisa necessariamente ter essa conotação. Na sua aplicação mais simples, meditar é usar técnicas para simplesmente diminuir o “ruído” nas nossas mentes. Isso é conseguido quando focamos por um certo tempo em algo como a nossa respiração ou na nossa percepção do ambiente à nossa volta.

Pesquisas recentes têm demonstrado uma série de benefícios para a prática, como redução da pressão arterial, melhora do sistema imunológico, alívio de stress e ansiedade, auxilio no tratamento de depressão e pânico, aumento da capacidade de concentração, memória e criatividade, e melhora do bem estar como um todo.

O Que Acontece No Seu Cérebro Quando Você Medita

Usando tecnologias de rastreamento das áreas do cérebro em equipamentos de ressonância magnética – fMRI – cientistas puderam entender melhor o que acontece quando meditamos. A principal diferença é que as ondas beta, que indicam que a nossa mente está processando informações, diminuem sensivelmente. A figura abaixo mostra a atividade das ondas beta antes e após a meditação.

efeitos da meditação

Há também uma redução drástica da atividade do córtex pré-frontal, responsável por análises, planejamento e percepção de si mesmo. O lóbulo parietal, responsável pelo processamento de informações sobre o ambiente também mostra sinais de decréscimo de atividade, e o fluxo de informações na estrutura reticular que deixa o cérebro em estado de alerta é reduzido a um mínimo.

Além dos benefícios já mencionados, toda essa redução de atividades permite que a sua mente descanse da atividade frenética de análise e processamento de informações e assim seja renovada. Como isso é feito de forma intencional, a meditação acaba também sendo um exercício de foco para o cérebro. Sendo assim, quando você precisar focar de maneira intensa em apenas um assunto, sua mente estará mais preparada para isso.

Como Meditar

Tenho praticado meditação por algum tempo, e sei que é bem mais fácil começar quando temos alguém nos orientando. Por isso você pode usar o áudio abaixo que te dará o passo-a-passo para que você desenvolva o hábito de meditar, usando apenas alguns minutos do seu dia.

 

Audio para exercício de meditação (apenas 5 minutos):